Coordenadora de Psicologia da Urcamp participa de jornada internacional de psicanálise em Moçambique

Professora Sílvia Vargas integrou discussões entre brasileiros e africanos sobre saúde mental - Fotos: Divulgação

A Urcamp ampliou sua inserção internacional com a participação da coordenadora do curso de Psicologia, psicóloga e psicanalista Sílvia Vargas Ollé, na 1ª Jornada Científica de Psicanálise, realizada nos dias 12 e 13 de fevereiro, em Maputo, capital de Moçambique.

O evento, sediado no Complexo Pedagógico da Universidade Eduardo Mondlane, reuniu aproximadamente 300 participantes de Brasil e África, entre docentes, pesquisadores, estudantes e profissionais da saúde mental. Com o lema “Quem cuida da saúde mental, cuida da vida”, a jornada também celebrou o terceiro aniversário da Comunidade Psicanalítica de Moçambique (COPSIMO), promotora da atividade em parceria com o Projeto Constituição do Campo Psicanalítico de Moçambique (PCCPM).

A presença de Silvia Vargas representou institucionalmente a Urcamp e o Instituto Plural, contribuindo para o fortalecimento do diálogo científico internacional e para a difusão da psicanálise como ferramenta de cuidado em saúde mental. Em razão da participação da docente, a Urcamp recebeu certificado de reconhecimento emitido pela universidade anfitriã.

Durante o evento, Silvia destacou a relevância da iniciativa para a ampliação do acesso ao cuidado psíquico. “Este é um momento de democratização da psicanálise como ferramenta poderosa de saúde psíquica”, afirmou.

A jornada promoveu a interlocução entre diferentes tradições psicanalíticas, articulando clínica, cultura e história. Entre os pontos de destaque esteve o debate “o inconsciente tem cor?”, que problematizou as marcas simbólicas e históricas na constituição do sujeito, tendo a experiência moçambicana como referência teórica e crítica.

A psicanalista Monica Fiorillo, de São Paulo, ressaltou a qualidade da transmissão do conhecimento no encontro. Segundo ela, a participação de Silvia Vargas evidenciou uma formação analítica pautada menos no acúmulo de saber e mais na capacidade de fomentar o pensamento crítico, valorizando o afeto tanto na clínica quanto no ensino.