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Iniciação Científica, Tecnológica e de Extensão

Considerando o momento sócio-histórico-cultural em que o volume de informações e de conhecimento vem crescendo exponencialmente é impossível manter práticas pedagógicas exclusivamente baseadas na oralidade, por isso, na URCAMP há o propósito aliar a pesquisa acadêmica às estratégias didáticas no ensino superior.

Ao corroborar com Freire (1996), no que tange à inconclusão do ser, uma vez que a ontologia do ser humano lhes permite conscientizar-se desse inacabamento com vistas a buscar a plenitude, o ensino por meio da pesquisa (iniciação científica) garante a busca e a completude e, dessa forma o ex-aluno poderá buscar os conhecimentos necessários à sua profissionalização, de forma a manter-se atualizado, tomando decisões compatíveis com a contemporaneidade.

Freire (1996), destaca que “Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que-fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade” (FREIRE, 1996, p. 32)[1].

Acredita-se que o acadêmico deva ser estimulado à construção da lógica da pesquisa, à prática extensionista e à escrita acadêmica, para que possa desenvolver competências compatíveis com o campo da sua futura atuação profissional, estabelecendo amplas relações entre a realidade prática e a teoria apreendida em sala de aula. A busca constante do conhecimento constitui-se em um desafio para as instituições de educação superior.

Para que a produção de conhecimento não seja dissociada da prática da pesquisa, dentro desta expectativa, propõe-se que a iniciação científica promova a inserção dos acadêmicos em projetos de pesquisa apurando qualidades e, em projetos de extensão, aproximando-os da realidade profissional, estimulando ainda a inovação, a criatividade e as atividades relacionadas à área tecnológica.

 

[1] FREIRE, Paulo, Pedagogia da Autonomia. São Paulo, Paz e Terra, 1996.